No monte dourado de alecrim
testemunha silencioso o poente;
aquele homem adiado
(nem triste, nem contente)
quer pôr-se em si, enfim.
Então viu o drama lunar:
rejeita o mármore de Jazão,
deixa imergir-se nas sombras do éon,
torna-se rubro ao toque no altar.
Vestido de noite, lança-se à caça
e um doce cervo a seta precipita.
O alvo, porem, revela a desdita:
não era carne o coração ferido
(mas pedra e fumaça).
Agora no repouso não pode descançar
pois seu espírito é campo minado de guerra.
Pastor e Caçador pelejam a posse da terra
que somente um rei poderá governar.
17/05/22
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